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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

FILOLOGIA ROMÂNICA, TEORIA DOS NEOGRAMÁTICOS E A FUNÇÃO DO FILÓLOGO





Por Cássio José
Graduando em Licenciatura Plena em Letras-Português pela UFC
Pós-Graduando em Língua Portuguesa com Ênfase em Literatura Brasileira pela FALC


1.      Pressupostos Iniciais
Coutinho (1979, p. 17) traz uma definição simples acerca da Filolofia:
Filologia é a ciência que estuda a literatura de um povo ou de uma época e a língua que lhe serviu de instrumento”.
A Fiologia, segundo Silva Neto (1957) encerra todos os estudos possíveis acerca de uma língua ou grupos de línguas: Filologia portuguesa, Filolofia indo-europeia. Isso faz com que ela dependa majoritariamente de documentos escritos.  
            O estudo das divergências entre línguas da mesma origem é que provocou o aparecimento da Filologia em 1816 com a obra Sistema de Conjugação Sânscrito em comparação com o Grego, o Latim, o Persa e o Germânico, escrita pelo cientista alemão Franz Bopp (1791-1867). 

Bolsa de emprego - 30/01/2013



  • Motorista de caminhão  01 vaga
  • Empregada doméstica  01 vaga
  • Consultor de vendas     01 vag
  • Professor de informática   01 vaga
  • Técnico de enfermagem do trabalho  01vaga
  • Babá      01 vaga
  • Supervisor de vendas comerciais  01 vaga
  • Cuidador de idosos  01 vaga
Informações do SINE/IDT

A discrepância na Educação

Por Cássio José
Graduando pela UFC
Pós-Graduando pela FALC


          Não é estranho encontrarmos críticas como a da gravura acima em redes sociais e através de outros viéis apelando um olhar para o que se pode melhorar os rumos do país! Os cidadãos tem se manifestado a favor de uma Educação de qualidade e de dignidade para as nossas crianças, jovens e adolescentes, pressuposto para  uma sociedade mais consciente e justa de seus direitos e deveres como cidadãos.
 
         O Governo Federal tem encontrado muitos investimentos para o iminente encontro esportivo que se realizará em nosso país, "o país do futebol". No entanto, temos visto nas reportagens exibíveis na TV que esse investimento está seguindo "outros rumos". Ou seja: Vemos aproveitamento para que se desvie verbas no tocante a construção de espaços para que se realizem os encontros esportivos. 

         Temos então ante nossa realidade brasileira: Falta de compromisso para que a nossa Educação tenha a possibilidade de bons investimentos e um ardente aproveitamento para que se tenham estrategias categóricas para o desvio de verbas quanto ao destino da mesma aqui no nosso país.

          Vejam: O quadro de políticos que temos, em sua grande maioria, defende a tese de que os brasileiros continuem sendo "burrificados", uma vez que se prega o investimento pesado para o futebol e não para a Educação que sonhamos. É "ganho" e "balaio de gato", "faturamento visível" e "destorção invisível" (o inteligente que entenda!?), nesse tocante atual.   

Caso de secretária




Foi trombudo para o escritório. Era dia de seu aniversário, e a esposa nem sequer o abraçara, não fizera a mínima alusão à data. As crianças também tinham se esquecido. Então era assim que a família o tratava? Ele que vivia para os seus, que se arrebentava de trabalhar, não merecer um beijo, uma palavra ao menos!

Mas, no escritório, havia flores à sua espera, sobre a mesa. Havia o sorriso e o abraço da secretária, que poderia muito bem ter ignorado o aniversário, e entretanto o lembrara. Era mais do que uma auxiliar, atenta, experimentada e eficiente, pé-de-boi da firma, como até então a considerara; era um coração amigo.


Passada a surpresa, sentiu-se ainda mais borocochô: o carinho da secretária não curava, abria mais a ferida. Pois então uma estranha se lembrava dele com tais requintes, e a mulher e os filhos, nada? Baixou a cabeça, ficou rodando o lápis entre os dedos, sem gosto para viver.

Durante o dia, a secretária redobrou de atenções. Parecia querer consolá-lo, como se medisse toda sua solidão moral, o seu abandono. Sorria, tinha palavras amáveis, e o ditado da correspondência foi entremeado de suaves brincadeiras da parte dela.
— O senhor vai comemorar em casa ou numa boate?
Engasgado, confessou-lhe que em parte nenhuma. Fazer anos é uma droga, ninguém gostava dele neste mundo, iria rodar por aí à noite, solitário, como o lobo da estepe.
— Se o senhor quisesse, podíamos jantar juntos – insinuou ela, discretamente.
E não é que podiam mesmo? Em vez de passar uma noite besta, ressentida — o pessoal lá em casa pouco está me ligando —, teria horas amenas, em companhia de uma mulher que —reparava agora — era bem bonita.

Daí por diante o trabalho foi nervoso, nunca mais que se fechava o escritório.Teve vontade de mandar todos embora, para que todos comemorassem o seu aniversário, ele principalmente. Conteve-se, no prazer ansioso da espera.
— Onde você prefere ir? – perguntou, ao saírem.
— Se não se importa, vamos passar primeiro em meu apartamento. Preciso trocar de roupa.
Ótimo, pensou ele; – faz-se a inspeção prévia do terreno, e, quem sabe?
— Mas antes quero um drinque, para animar — ela retificou.

Foram ao drinque, ele recuperou não só a alegria de viver e fazer anos, como começou a fazê-los pelo avesso, remoçando. Saiu bem mais jovem do bar, e pegou-lhe do braço.
No apartamento, ela apontou-lhe o banheiro e disse-lhe que o usasse sem cerimônia.

Dentro de quinze minutos ele poderia entrar no quarto, não precisava bater — e o sorriso dela, dizendo isto, era uma promessa de felicidade. Ele nem percebeu ao certo se estava se arrumando ou se desarrumando, de tal modo os quinze minutos se atropelaram, querendo virar quinze segundos, no calor escaldante do banheiro e da situação. Liberto da roupa incômoda, abriu a porta do quarto.

Lá dentro, sua mulher e seus filhinhos, em coro com a secretária, esperavam-no cantando “Parabéns pra você.”

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

O retorno do Patinho Feio


Alfonso era o mais belo cisne do lago Príncipe  de Astúrias. Todos os dias ele contemplava sua imagem refletida nas águas daquele chiquérrimo e exclusivo condomínio para aves milionárias. Mas Alfonso não se esquecia de sua origem humilde. 
- Pensar que, não faz muito tempo, eu era conhecido como o Patinho Feio... 
Um dia, ele sentiu saudades da mãe, dos irmãos e dos amiguinhos da escola. Voou até a lagoa do Quaquenhá. O pequeno e barrento local de sua infância. A pata Quitéria conversava com as amigas, chocando sua quadragésima ninhada. Alfonso abriu suas largas asas brancas. 
- Mamãe! Mamãe! Você se lembra de mim?
Quitéria levantou-se muito espantada.
- Se-se-senhor cisne... quanta honra... mas creio que o senhor se confunde...
- Mamãe...?
- Como poderia eu ser mãe de tão belo e nobre animal?
Não adiantou explicar. Dona Quitéria balançava a cabeça. 
- Esse cisne é mesmo lindo... mas doido de pedra, coitado...
Alfonso foi então procurar a Bianca. Uma patinha linda do pré-primário. Que vivia chando Alfonso de feio. 
- Lembra de mim, Bianca? Gostaria de me namorar agora? He, he, he...
- Deus me livre! Está louco? Uma pata namorando um cisne! Aberração da natureza...
Alfonso respirou fundo. Nada mais fazia sentido por ali. Resolveu procurar um famoso bruxo da região. Com alguns passes mágicos, o feiticeiro e astrólogo Omar Rhekko resolveu o problema. Em poucos dias, Alfonso transformou-se num pato adulto. Gorducho e bastante sem graça. Dona Quitéria capricha fazendo lasanhas para ele. 
- Cuidado para não engordar demais, filhinho.
Bianca faz um cafuné na cabeça de Alfonso.
- Gordo... pescoçudo... bicudo.... Mas sabe que eu acho você uma gracinha?
Viveram felizes para sempre. 
(Marcelo Coelho)